Irmãos Coen, são grandes referências em Hollywood por seus trabalhos minimalistas. Seus temas mesmo que simples sempre beiram a complexidade e dificilmente deixam de fora detalhes importantes de uma trama que se preze, demonstrando domínio sobre todos os temas trabalhados até aqui. Olhando para suas obras não posso deixar de citar “Onde os fracos não tem vez”. Western contemporâneo que venceu quatro categorias em 2008, incluindo a de melhor filme.
Filmes com pitadas de cinismo e humor negro são o forte dos irmãos e com Bravura Indômita não é diferente, baseado no romance do jornalista Charles Portis de 1968. Sendo esta uma versão revisionista e melhorada do que a de Henry Hathaway em 1969.
Nesta história, vemos a jornada de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), uma menina de 14 anos que obstinada, busca vingança pela morte de seu pai, que fora assassinado por um bando de foras da lei. Nesta hora Mattie é apresentada de uma maneira peculiar a Reuben “Rooster” Cogburn (Jeff Bridges) o federal. Um homem que enfrenta sérios problemas com a bebida e tem, no seu currículo muitas mortes em prol dos serviços prestados a cidade. Também somos apresentados ao ranger texano Laboeuf (Matt Damon) uma figura machista e inflexível que irá fortalecer o grupo na busca dos bandidos.
Laços de ternura são duramente testados quando os personagens principais se colocam nos ambientes frios das montanhas e de calor intenso nas planícies desertas, lugares selvagens cheios de perigo e desafios que os cercam durante a perseguição. Laboeuf em determinado ponto se desliga do grupo, momento este que aproxima Mattie e Rooster criando um elo de filha querendo preencher o espaço vazio deixado pela perda do pai e do homem solitário que busca na menina companhia para poder amar e proteger. Amadurecimento é o foco principal do filme para ambos os personagens que levam esta jornada aventureira, como lição pelo resto de suas vidas.
Alem de ter um roteiro impecável, carregado de emoções escrito e adaptado pelos irmãos Coen. Vemos uma fotografia belíssima e sensível, que sobrepõe os ambientes naturais que ainda restam no território estadunidense, em momentos de reflexão que normalmente são escuros se dá mais ênfase aos diálogos entre os protagonistas.
Jeff Bridges entrega mais um personagem impecável, demonstrando sua merecida vitória de melhor ator por “Coração Louco” em 2010 e seu crescimento gradativo a cada papel que exerce buscando sempre a perfeição. Repare na corrida que ele faz para salvar a menina da picada de cobra, um verdadeiro clímax é criado e em nenhum momento o ator deixa transparecer alguma falsidade na dimensão do momento.
Os filmes de faroeste são uma marca registrada do povo norte americano e dificilmente há quem não goste dos duelos ao amanhecer a base de pistoleiros ágeis, cavalos rápidos, caixões aguardando por seus novos residentes, está tudo lá.
“Bravura Indômita” concorre em 10 categorias com destaque de melhor direção para os irmãos Coen que garantem sucesso a cada trabalho realizado, pois o executam com muita competência e dedicação.
Crítica por: Diego Sete Cine
Parabens pela critica, alem de tudo que foi citado temos que lembrar que uma das indicações ao Oscar é pela atuação da atriz mirim que faz o papel de Mattie uma verdadeira revelação de Holywood!
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